Oper­ações de Paz são tema de palestra

Postado por INEST em 15/Maio/2015 - Sem Comentários

“As Oper­ações de Paz e o Brasil” foi o tema da palestra que o pro­fes­sor e pesquisador Vini­cius Mar­i­ano de Car­valho min­istrou no dia 14 de maio, no Cam­pus do Gragoatá. O evento foi orga­ni­zado den­tro da coop­er­ação acadêmica entre a Uni­ver­si­dade Fed­eral Flu­mi­nese e o King´s Col­lege, de Lon­dres, Reino Unido, e teve como mod­er­ador o pro­fes­sor Luiz Pedone, coor­de­nador do Lab­o­ratório Defesa e Política[s], do Insti­tuto de Estu­dos Estratégi­cos (INEST). Tam­bém par­tic­i­param Elisa Chec­ca­cci, Ger­ente de Recru­ta­mento Inter­na­cional do King’s Col­lege, e Jacque­line Wilkins, côn­sul hon­orária do Reino Unido em Ribeirão Preto, que apre­sen­taram um painel de opor­tu­nidades para inter­câm­bio em cur­sos de grad­u­ação e pós-​graduação.

Desde a década de 1940 o Brasil tem se enga­jado em ações de paz em todo o mundo, e a mais rel­e­vante delas, a Mis­são das Nações Unidas para a Esta­bi­liza­ção no Haiti (Minus­tah) – que tem comando brasileiro, com­ple­tou dez anos em 2014. Segundo Car­valho, um dos grandes desafios que o país terá de enfrentar será não só se man­ter rel­e­vante nesse cenário, como ampliar as ações e tran­scen­der as questões militares.

Para ele, uma questão impor­tante é se já há o desen­volvi­mento de um pen­sa­mento civil brasileiro que possa ser apli­cado con­jun­ta­mente às ini­cia­ti­vas mil­itares. “O Brasil mostrou-​se muito bem suce­dido no con­tato com as pop­u­lações civis e esse sucesso não pode ser cred­i­tado somente às questões cul­tur­ais”, afirma. Car­valho acred­ita que esse con­hec­i­mento, esse “jeito brasileiro” poderá ser expor­tado e uti­lizado em futuras intervenções.

Outra hipótese é a pos­si­bil­i­dade de o país pro­por a cri­ação de uma força de paz marí­tima, baseada no êxito que obteve no comando da Força-​Tarefa Marí­tima da Força Inte­rina das Nações Unidas no Líbano (FTM-​Unifil), em que comanda tropas de diver­sos países, como Ale­manha, Bél­gica e Itália.

Con­cluindo, o pesquisador disse que as uni­ver­si­dades são um espaço priv­i­le­giado para debates sobre o tema, cada vez mais impor­tante diante do cenário inter­na­cional de con­fli­tos, desas­tres e migrações.

2015-05-14-Vinicius-Mariano-Carvalho

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